Aluno forçado a comer bolo em escola de Fortaleza ainda não retornou às aulas, diz mãe
04/03/2026
(Foto: Reprodução) Família denuncia bullying contra aluno em escola pública de Fortaleza
O adolescente de 16 anos que foi forçado por colegas a comer ao menos sete pedaços de bolo, dentro de uma escola estadual no Bairro Dom Lustosa, em Fortaleza, ainda não retornou às aulas após o episódio de bullying registrado no último dia 26 de fevereiro.
Ao g1, a mãe do estudante informou que a família decidiu manter o jovem em casa durante esta semana, como forma de resguardá-lo emocionalmente após o caso.
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“Eu mesma optei por ele não retornar para a escola essa semana. Mas, fora isso, eles [a escola] estão dando o suporte que deveriam dar”, afirmou a mãe do adolescente.
Segundo a mãe, o adolescente deve voltar a frequentar a mesma escola na próxima semana, quando receberá acompanhamento psicológico prometido pela instituição de ensino.
De acordo com a família, a direção da escola informou que uma psicóloga foi disponibilizada para atender ao estudante dentro da própria unidade, como parte das medidas de apoio após o caso de bullying.
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Apesar do impacto da situação, a mãe afirma que o filho "está bem". Ela também destacou que o jovem demonstrou vontade de retornar às aulas, embora não compreenda totalmente a gravidade do episódio.
“Ele não sabe nem o que aconteceu. Ele acha que foi apenas uma brincadeira, ele é muito inocente”, relatou.
Ao contrário do que disse a mãe do jovem, a Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) afirmou, em nota emitida na noite desta quarta-feira (4), que "não procede a informação de que o estudante deixou de frequentar a escola". "A Secretaria da Educação repudia de forma veemente a prática de bullying. E atua prontamente diante dos fatos, quando diagnosticados ou notificados", ressaltou a Pasta.
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g1
Jovem tem doença rara
O estudante foi forçado por um grupo de colegas a comer ao menos sete pedaços de bolo dentro da escola CAIC Raimundo Gomes de Carvalho, no Bairro Dom Lustosa. O adolescente também foi filmado enquanto usava o banheiro da escola.
Familiares informaram ao g1 que o jovem convive com a Síndrome de Prader-Willi, uma condição genética rara que provoca fome constante, alterações hormonais e atraso no desenvolvimento.
Família denuncia episódios de bullying em escola pública de Fortaleza contra adolescente com síndrome.
Instagram/ Reprodução
Medidas tomadas
A Seduc afirmou que a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor), desde o primeiro momento do caso, adotou "as providências necessárias no sentido de sensibilizar todas as turmas sobre o bullying".
"Na manhã da sexta-feira (27), uma equipe da escola reuniu os estudantes para tratar sobre o ocorrido. A vítima e a família foram atendidas também, em procedimento que envolve acolhimento, escuta e mediação, com disponibilização do suporte psicológico", garantiu a Seduc.
Ainda segundo a Pasta, "os alunos envolvidos na agressão foram convocados com seus respectivos responsáveis para deixá-los cientes do que aconteceu e suas possíveis consequências escolares e legais, levando em consideração o regimento da escola". "Houve ainda uma reunião do Conselho Escolar com a Comissão de Prevenção e Proteção Escolar para encaminhamentos no âmbito desses organismos", acrescentou.
A Secretaria reforçou que a comunidade docente fortalecerá ações envolvendo a temática do bullying durante todo o ano letivo e que a escola segue contando com o suporte psicológico da Sefor, reforçando o acompanhamento e o acolhimento aos estudantes e profissionais.
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